Crônica do Dia: VIAGEM >> Eduardo Loureiro Jr.#links
Um belo fim de noite, a leitura desta crônica proporcionou. Buscarei outras.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
###Em 05 de novembro de 1985 meu pai morria###
A cada ano, nessa data, recupero os sentimentos vividos naquele dia. A cada ano, recupero memórias perdidas, que se tornam nítidas e que pensei esquecidas. A cada ano me sinto mais órfã mas, ao mesmo tempo, mais perto dele. Muito poucas vezes sonhei com ele, mas não há um só dia em que não pense nele. Ele, o meu pai.Uma das razões de eu ser quem sou. Dele herdei algumas coisas.Muitas físicas, outras não. Que a não-vida lhe seja mais leve do que a vida foi.Eu gostaria de ter dito enquanto vivia o que vou dizer agora: eu não gostaria de ter tido um outro pai. Só queria que tivesse vivido mais.
A cada ano, nessa data, recupero os sentimentos vividos naquele dia. A cada ano, recupero memórias perdidas, que se tornam nítidas e que pensei esquecidas. A cada ano me sinto mais órfã mas, ao mesmo tempo, mais perto dele. Muito poucas vezes sonhei com ele, mas não há um só dia em que não pense nele. Ele, o meu pai.Uma das razões de eu ser quem sou. Dele herdei algumas coisas.Muitas físicas, outras não. Que a não-vida lhe seja mais leve do que a vida foi.Eu gostaria de ter dito enquanto vivia o que vou dizer agora: eu não gostaria de ter tido um outro pai. Só queria que tivesse vivido mais.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Babel, o poeta da guerra
Babel ( Isaac Emmanuilvich )
Eu tenho há muitos anos um pequeno livro chamado A Cavalaria Vermelha. O autor, é Isaac Babel. Comecei a ler o livro e me apaixonei perdidamente. Quis então conhecer o autor e parti para a busca na internet.Achei muito pouco, quase só o que a própria orelha do livro me mostrava através de um texto de Vitor Shakslovski, que conviveu com ele.
Diz Vitor, que o conheceu quando tinha 21 anos: baixo, cabeçudo, ombros arqueados. Falava calma e tranquilamente. A foto que encontrei na Wikipédia contribuiu para que eu desse um rosto a minha imaginação, mas não ampliou meus conhecimentos.A descrição de seu falar me fez sentir sua literatura como um poema lido em voz baixa por um anjo de óculos, calmo e tranqüilo.
Russo, de origem ucraniana , o judeu Babel nasceu em Odessa em 13 de julho de 1894. Morreu jovem para os padrões de hoje, mas não para os padrões da Rússia Comunista. Morreu em um campo de concentração na Sibéria em março de 1941.Apesar de que não há concordância quanto a data de sua morte: 1939, 1940, 1941? As fontes divergem.Participou da Guerra Civil, fazendo parte da Cavalaria Vermelha.Foi durante a guerra Civil na Polônia que escreveu a parte principal de sua obra.Ajudou a fazer a Revolução que levou os comunistas ao poder e morreu pelas mãos do comunismo, como traidor. Uma execução sumária colocou fim a vida de um grande autor. Sua obra mais importante é A Cavalaria Vermelha, livro chamado de contos mas que eu chamo de crônicas do cotidiano. Tudo o que escreveu pode ser editado em um único livro que podemos levar para baixo e para cima sem que nos pese.
Eu tenho há muitos anos um pequeno livro chamado A Cavalaria Vermelha. O autor, é Isaac Babel. Comecei a ler o livro e me apaixonei perdidamente. Quis então conhecer o autor e parti para a busca na internet.Achei muito pouco, quase só o que a própria orelha do livro me mostrava através de um texto de Vitor Shakslovski, que conviveu com ele.
Diz Vitor, que o conheceu quando tinha 21 anos: baixo, cabeçudo, ombros arqueados. Falava calma e tranquilamente. A foto que encontrei na Wikipédia contribuiu para que eu desse um rosto a minha imaginação, mas não ampliou meus conhecimentos.A descrição de seu falar me fez sentir sua literatura como um poema lido em voz baixa por um anjo de óculos, calmo e tranqüilo.
Russo, de origem ucraniana , o judeu Babel nasceu em Odessa em 13 de julho de 1894. Morreu jovem para os padrões de hoje, mas não para os padrões da Rússia Comunista. Morreu em um campo de concentração na Sibéria em março de 1941.Apesar de que não há concordância quanto a data de sua morte: 1939, 1940, 1941? As fontes divergem.Participou da Guerra Civil, fazendo parte da Cavalaria Vermelha.Foi durante a guerra Civil na Polônia que escreveu a parte principal de sua obra.Ajudou a fazer a Revolução que levou os comunistas ao poder e morreu pelas mãos do comunismo, como traidor. Uma execução sumária colocou fim a vida de um grande autor. Sua obra mais importante é A Cavalaria Vermelha, livro chamado de contos mas que eu chamo de crônicas do cotidiano. Tudo o que escreveu pode ser editado em um único livro que podemos levar para baixo e para cima sem que nos pese.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Lista de Presentes
Amigos:O Natal está chegando e estou colocando aqui a minha lista de presentes. Estou pedindo a quem puder me dar, seja ou não Papai Noel. Mas, se ninguém puder me presentear não faz mal, eu vou conseguir mesmo assim.
Dançar tango com Al Pacino em Buenos Aires.Ganhar uma rosa do Richar Gere.Ser dona de uma livraria ultra charmosa.Um par de asas para me locomover.Viver o suficiente para ler todos os livros que tenho.Viver em rítmo de trilha sonora.Noites de luar, dias de sol e madrugadas chuvosas. Conhecer todos os meus amigos virtuais.Jogar meus óculos fora.Não precisar trabalhar nunca mais e nunca ficar sem trabalho.Morar em um loft.Cozinhar na cozinha do meu loft para meus amigos sem precisar de lavar a louça.Um cachorrinho que não precise de cuidados especiais.Uma faxineira para deixar minha casa com cheirinho de alfazema.Conhecer todas as palavras em todas as línguas.Ter tantos amigos quantos os grãos de areia de uma praia.Morrer dormindo.PS- Lista sujeita a acréscimos.
Dançar tango com Al Pacino em Buenos Aires.Ganhar uma rosa do Richar Gere.Ser dona de uma livraria ultra charmosa.Um par de asas para me locomover.Viver o suficiente para ler todos os livros que tenho.Viver em rítmo de trilha sonora.Noites de luar, dias de sol e madrugadas chuvosas. Conhecer todos os meus amigos virtuais.Jogar meus óculos fora.Não precisar trabalhar nunca mais e nunca ficar sem trabalho.Morar em um loft.Cozinhar na cozinha do meu loft para meus amigos sem precisar de lavar a louça.Um cachorrinho que não precise de cuidados especiais.Uma faxineira para deixar minha casa com cheirinho de alfazema.Conhecer todas as palavras em todas as línguas.Ter tantos amigos quantos os grãos de areia de uma praia.Morrer dormindo.PS- Lista sujeita a acréscimos.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Mônica morreu.
Mônica Dias morreu. Uma morte tão estúpida para uma mulher especial!Todos os pensamentos entram em conflito. Não há o que falar, só sentir. Dói. Dói em todos que a conheceram. Dói até em quem não a conheceu. Suas inquietudes acabaram. As inquietudes sobre as quais intercabiávamos enquanto caminhávamos em direção a nossos carros no Pátio da Fundação. A lua continua o seu caminho pelo espaço.O vento continua a soprar. Minha mente continua inquieta mas Mônica já tem todas as respostas. Fim.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Existe em mim uma região sombria onde meus mortos vivem.Eles acordam enquanto durmo e assombram meus sonhos. Saem das águas crepusculares de minha infância. Ora acordam em lagoas tranqüilas, ora em rios tumultuosos e às vezes, mas isso é muito raramente, brincam nas ondas vadias dos mares noturnos. Familiares e amigos se encontram e buscam a minha companhia. Se juntam como se estivessem posando para uma foto.Eu quero ir ter com eles, visitá-los em sua morada, mas quando tento, as águas se cristalizam. Há um limite, dizem, que não podemos ultrapassar. Você daí e nós do lado de cá. Não se afobe, um dia você estará junto conosco e iremos assombrar juntos.Eu os vejo como se entre nós houvesse uma vidraça muito limpa, translúcida. Alguns ainda vestem seus uniformes escolares embora já fossem adultos quando partiram.Ali vai com freqüência minha avó de riso fácil, e meu tio de olhos tristes. Meu pai estende a mão e eu tento tocá-la.Sempre acordo com os braços estendidos em direção ao assoalho como se as águas onde se esconde estivessem ali, ao lado de minha cama. Meu irmão, tenho que procurar, sempre brincando, se esconde atrás das pedras limosas e se confunde com elas. Não conto a ninguém sobre essas visões, pois sei que se o fizesse elas se desfariam como bolhas de água soltas ao vento. É o meu segredo e ele me ajuda a suportar a aridez desta vida. /
sábado, 13 de outubro de 2007
Pensamentinhos
"Cada dia traz sua alegria, cada dia a sua dor. Bendita a noite que adormece o dia e, se apaga a alegria,passa a borracha também na dor"
"Aquietei-me. Apaziguei-me. Não sei se é bom, não sei se isso é um mal. Só sei que envelheci"
"Aquietei-me. Apaziguei-me. Não sei se é bom, não sei se isso é um mal. Só sei que envelheci"
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Merô
Merô
Quando amanheço sem canto
Levanto meu astral assim;
Eu RECANTO e os males espanto
Para bem longe de mim. ::AS::
Airton Soares
Recebi esta homenagem de meu amigo Airton e acho que não há melhor lugar para guardá-la do que aqui.
Quando amanheço sem canto
Levanto meu astral assim;
Eu RECANTO e os males espanto
Para bem longe de mim. ::AS::
Airton Soares
Recebi esta homenagem de meu amigo Airton e acho que não há melhor lugar para guardá-la do que aqui.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Descobri
Descobri que vivo em vários mundos diferentes e que em cada um desses mundos eu tenho várias vidas. Um desses mundo é o superficial, onde vivo minhas vidas superficiais. O outro é o subterrâneo,onde vivo minhas vidas interiores. Os dois mundos são importantes e se complementam. Um depende do outro. A vida superficial desperta a minha vida subterrânea que por sua vez passa a influenciar na vida superficial melhorando a sua qualidade. Quando melhor a qualidade de uma, melhor também a qualidade da outra. O objetivo final não é só fundir as vidas em uma só, mas também fundir os mundos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Nós, os poetas
Nós, os poetas, estamos por aqui
só pra destilar coragem,
vinho de boa safra
neste tempo de entressafra.
Os outros pensam igual,
só que pensam envergonhados.
Nós, os poetas, estamos aqui,
cada vez mais, chegando
e se apossando,
pra aliviar a tensão.
Nós, os poetas,
somos a válvula de escape
da humanidade.
só pra destilar coragem,
vinho de boa safra
neste tempo de entressafra.
Os outros pensam igual,
só que pensam envergonhados.
Nós, os poetas, estamos aqui,
cada vez mais, chegando
e se apossando,
pra aliviar a tensão.
Nós, os poetas,
somos a válvula de escape
da humanidade.
domingo, 7 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Quem sou eu.
Sou Maria, como tantas outras. Maria por parte de avó materna, Olímpia por parte de avó paterna. As pessoas me chamam como querem, eu atendo como sou chamada: Maria, Olímpia, Maria Olímpia, Pia, Merô. É deste último que mais gosto, balbucio na voz de criança amada que se tornou apelido pela força do amor. Estudei Filosofia para aprender a pensar. Ganhei a vida ensinando História, continuo a ganhar fazendo pão. Tem uma lista de coisas que gosto de fazer, com certeza. As outras ainda estou decidino. Gosto de ler e escrever. Gosto de dormir e sonhar. Gosto de sonhar quando estou acordada. Gosto de cozinhar aos domingos. Gosto de Gente, de qualquer tamanho,idade,sexo ou cor. Tenho paciência com os ignorantes e até com os preconceituosos. Sinto pena deles. Mas faço ressalvas: não gosto de mentirosos, hipócritas, desleais,gananciosos. Adoro Criar. Crei este blog para isso. Para criar qualquer coisa.Textos, idéias. Sei lá. Com o tempo saberei. E você também. Será bem vindo ou não. Depende de você.
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